Tive a oportunidade de passar uma semana em Nova York neste mês. Fui fotografar um casal super querido e me hospedei no apartamento de um fotógrafo, o Patrik Andersson www.patrikandersson.com. O cara foi um guru para mim – não apenas por me fazer enxergar a Big Apple com outros olhos, mas pela bagagem de experiências que dividimos. Saí pelas ruas na sua companhia em um workshop exclusivo.

A viagem foi muito especial e mexeu com sonhos antigos. Explico: quando comecei a fotografar respirava fotografia, dormia fotografia e acordava fotografia. Consumia muitas revistas de moda, a Vogue em especial, que fizeram com que me encantasse por aquele universo. Um tipo de trabalho que realizei pouco ao longo da minha carreira.

Em Nova York, o Patrik pediu para eu criar uma conta no Pinterest para dividirmos referências. E percebi que, na verdade, a pasta que criei está totalmente conectada com a minha bagagem visual lá do início. Fotografia de moda está no meu subconsciente e faz parte de um acervo mental antigo. O resultado do meu trabalho hoje está totalmente ligado àquela memória visual.

O Patrik, para mim, se tornou um mestre. Muito por ter me colocado conhecimentos à disposição. Em um dos nossos encontros mostrei alguns trabalhos que faço aqui no Brasil a ele e, no exato momento, me questionou o que gostaria de passar com aquilo. Era somente a questão estética? Ele fez perguntas para me mostrar que a sua criação vai além da questão estética, pois toda produção precisa ter um conteúdo. O Patrik é um fotógrafo sem recursos e admiro quem consegue ser assim.

Ser artista é isso: um descobridor, desbravador de novos caminhos. É ser honesto e retratar as belezas e as imperfeições. É também ajudar as pessoas a crescerem através da arte e dos seus questionamentos.

Ganhei em NYC, sem querer, uma nova permissão para ser fotógrafo.