Antes de ser fotógrafo eu era empreendedor. Com 13 anos de idade, morava em Rio Grande e tinha um videogame e uma televisão. Junto com um amigo passei a alugar a sala da minha casa para que outras pessoas pudessem jogar. Esse é um dos exemplos que uso para afirmar porque o empreendedorismo veio antes da fotografia na minha vida. E, ao mesmo tempo, é engraçado dizer que na fotografia o empreendedorismo veio como uma necessidade.

Explico. Sempre precisei dar vazão às minhas ideias, queria fazer muitas coisas e nos lugares que trabalhei não tive espaço. Então, precisei criar meu nome, meu estúdio, para ver o que imaginei pronto e realizado. Hoje não me enxergo sem a fotografia, sem o lado subjetivo da fotografia, mas também não me enxergo sem o empreendedorismo.

Atualmente, meu grande desafio (e talvez de muitos que se arrisquem nesse mundo) é distinguir e aprender a separar o “ser empreendedor” do “ser administrador”. O administrador é aquele que está no dia a dia, controlando números. Já empreender é se envolver em desafios, começar projetos. Ambas as coisas são legais, mas para mim o empreender faz muito mais sentido. E é a parte administrativa que busco desenvolver hoje. Sair da minha zona de conforto.

Esse foi um dos assuntos que tratei durante o podcast do Papo de Fotógrafo (Para ouvir a entrevista completa clique aqui). E será também um dos temas que vou começar a abordar aqui, no meu blog. Não deixe de acompanhar!